segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Visita do Prof Dr Adriano Eduardo ao NEFCS

NEsta segunda-feira (dia 1 de agosto de 2011), estamos recebendo a visita do Prof Dr Adriano Eduardo. Pela manhã, iremos visitar os laboratórios do NNI-Origem Desenvolvimentista da Saúde e da Doença no Departamento de Nutrição da UFPE (campus Recife). À tarde, o Prof Adriano irá conhecer o nosso NEFCS do CAV.

Maiores informações sobre o Prof Adriano Eduardo
Graduado em Educação Fisica, com mestrado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2005) e doutorado em Biodinâmica do Movimento Humano pela Universidade de São Paulo (2009). Atualmente é professor Adjunto I da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal da Alagoas (UFAL), atuando nos cursos de graduação (nutrição) e pós-graduação (mestrado em nutrição). Responsável institucional pelo convênio entre a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade de Victoria-Australia. Em 2011 recebeu o prêmio Endeavour Research Fellowship do governo Australiano, um dos mais concorridos na Australia e no mundo.

domingo, 31 de julho de 2011

Efeitos Benéficos do Exercício Físico nas Epilepsias: O Judô faz parte deste contexto?

Este artigo sobre Esporte e Epilepsia está muito interessante. Vale a pena conferir.



Douglas E. Vieira, Fulvio A. Scorza, Antonio C. da Silva, Marília S. Andrade,Esper A. Cavalheiro, Marly de Albuquerque, Ricardo M. Arida. Efeitos Benéficos do Exercício Físico nas Epilepsias: O Judô faz parte deste contexto?J Epilepsy Clin Neurophysiol 2007; 13(3):131-136
Site do artigo: http://www.scielo.br/pdf/jecn/v13n3/a08v13n3.pdf


Pessoas com epilepsia tem sido constantemente desaconselhadas a participarem de atividades físicas ou esportivas por receio do exercício provocar crises epilépticas. Apesar da atitude médica atual recomendando a participação em atividades esportivas, o estigma ainda persiste e as pessoas com epilepsia continuam menos ativas que a população em geral. Objetivos: Neste sentido, vários estudos clínicos e experimentais têm demonstrado um efeito benéfico do exercício físico na epilepsia. O judô é um esporte tradicional e popular e pessoas com epilepsia freqüentemente perguntam aos médicos se podem participar deste tipo de esporte. Conclusão: Baseado nestas questões, este artigo de revisão propõe avaliar os riscos e benefícios da atividade física em pessoas com epilepsia e discutir o papel do judô neste contexto.

sábado, 30 de julho de 2011

Repercussão no aparelho locomotor da prática do judô de alto nível

1) Sobre o judô

Os primórdios da origem do judô perdem-se na penumbra dos tempos. A crônica antiga do Japão (Nihon Shoki), escrita por ordem imperial no ano de 720 de nossa era, menciona a existência de certos golpes de habilidade e destreza utilizados nos combates corporais e também como complemento da força física e mental. As técnicas de ataque e defesa utilizadas na época guardam semelhança com os golpes contemporâneos do sumô e do antigo jujutsu. Não havia regras de combate e as lutas poderiam desenvolver-se até a morte de um dos competidores. Foi em 1882 que o judô teve sua origem oficial com a padronização de normas com a finalidade de tornar o aprendizado mais fácil, bem como o estabelecimento de regras para um confronto esportivo.
O executor dessa proeza foi um verdadeiro estudioso do antigo jujutsu, mas que discordava do espírito de “lutar até a morte” preconizado, achando que uma atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. Seu nome era Jigoro Kano, o pai do judô. A partir de então o judô, designado “caminho suave”, difundiu-se dentro e fora do Japão e, com modificações, foi adquirindo novas regras de combate que o modernizaram, tornando-o mais fácil de ser entendido pelos espectadores.

2) O judô como esporte olímpico
O judô surgiu nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, inicialmente com apenas três categorias conforme o peso e mais uma categoria aberta (absoluta). Foi em 1974 que a FIJ (Federação Internacional de Judô) introduziu as novas regras do judô, com o objetivo de torná-lo mais dinâmico, dando mais ação às lutas e tornando mais fácil a assimilação pelo público leigo. Essas novas regras passaram a vigorar a partir dos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, contribuindo para melhorar sobremaneira a imagem do judô como esporte internacional e quando foi introduzida a divisão em sete categorias conforme o peso, que vigora até hoje. O judô na Ásia, Europa, América do Norte (EUA e Canadá)e América do Sul (Brasil e Argentina) é hoje amplamente difundido nos meios esportivos, sendo quase um esporte profissionalizado em alguns países como França, Alemanha, Bélgica, Itália e outros.

3) O atleta de judô
O judô é uma arte marcial que, por não permitir técnicas de socar e chutar, caracteriza o fator força como de extrema importância, com inegável sobrecarga do sistema músculoesquelético. Apresenta também uma característica singular por aceitar ampla variedade de biótipos entre seus competidores; atletas altos e baixos, leves e pesados, brevilíneos e até longilíneos são vistos em treinamento. Apesar dessa ampla variedade, o esporte seleciona e desenvolve no praticante algumas características comuns, tais como equilíbrio, agilidade, força estática de membros superiores e explosão de membros inferiores, assim como capacidade aeróbica e anaeróbica. O Brasil tem tradição nesse esporte, que começou com a imigração dos primeiros professores japoneses no início do século, desenvolvendo um trabalho de ensino nos moldes do judô tradicional.Tendo sido praticado inicialmente pelos descendentes de japoneses que vieram ao Brasil e rapidamente difundido entre os brasileiros, hoje o país tem grande expressão em nível mundial, bem demonstrada pelos resultados obtidos em torneios internacionais, campeonatos mundiais e Olimpíadas. O elevado número de praticantes, uma representatividade importante de seus atletas em competições regionais, nacionais e internacionais, e os problemas relacionados às lesões que afetam os atletas deste esporte, levaram-nos à execução este trabalho.


Maiores informações: JOÃO GILBERTO CARAZZATO, HENRIQUE CABRITA, WAGNER CASTROPIL. Rev Bras Ortop _ Vol. 31, Nº 12 – Dezembro, 1996.

Site do artigo: http://www.rbo.org.br/1996_dez_57.pdf

O legado crítico de Pierre Bourdieu: uma convocação aos intelectuais para que abandonem a “cidade do saber” e passem a enfrentar a fúria do mundo

O sociólogo francês Pierre Bourdieu morreu na noite do dia 23 de Janeiro, num hospital de Paris, em consequência de um cancer, aos 71 anos de idade. Catedrático de sociologia no Colége de France, Pierre Bourdieu era considerado um dos intelectuais mais influentes da sua época. A educação, a cultura, a literatura e a arte foram os seus primeiros objetos de estudo. Nos últimos anos, Bourdieu vinha-se dedicando ao estudo dos meios de comunicação e da política. Autor de uma sofisticada teoria dos campos de produção simbólica, o sociólogo procurou mostrar que as relações de força entre os agentes sociais apresenta-se sempre na forma transfigurada de relações de sentido. A violência simbólica, outro tema central da sua obra, não era considerada por ele como um puro e simples instrumento ao serviço da classe dominante, mas como algo que se exerce também através do jogo entre os agentes sociais.

Um dos pontos mais originais da obra de Bourdieu reside na vontade de superar o que ele chamava de "falsas antinomias" da tradição sociológica – entre interpretação e explicação, estrutura e história, liberdade e determinismo, indivíduo e sociedade, objectivismo e subjectivismo. Pierre Bourdieu não era apenas um pesquisador excepcional, reconhecido pela comunidade académica internacional, mas um intelectual empenhado nas lutas sociais e no debate público, na tradição francesa que reúne nomes como Émille Zola e Jean-Paul Sartre. Na década de 90, aprofundou esse seu empenhamento nos movimentos sociais, trabalhando pela criação do que chamava “uma esquerda da esquerda”, ou seja, uma esquerda que recusasse os compromissos que, ao longo do século XX, foram sendo assumidos pela esquerda europeia mais tradicional. No caso da França, especialmente pelo Partido Socialista. Em 1992, o sociólogo afirmou: “Dez anos de poder socialista (a era Miterrand) provocaram a demolição da crença no Estado e a destruição do Estado-providência em nome dos ideais liberais”.

"A cidade dos sábios"

Face ao silêncio dos políticos diante dos problemas sociais, Bourdieu passou a apelar para a mobilização dos intelectuais. “O que defendo”, costumava dizer, “é a possibilidade e a necessidade do intelectual crítico”. Para Bourdieu, não pode haver democracia efectiva sem um verdadeiro contra-poder crítico. O sociólogo dedicou os seus últimos anos de vida a combater o neoliberalismo sob todas as suas formas. Colocou os seus conhecimentos científicos ao serviço do empenhamento político. Numa de suas últimas obras, Contre-feux 2, Pour um mouvement social européen, Bourdieu afirma: “Fui levado pela lógica do meu trabalho a ultrapassar os limites que eu mesmo havia estabelecido em nome de uma ideia de objectividade que, percebi, era uma forma de censura”. Ultrapassar esses limites, para ele, significava tirar o saber para fora da “cidade dos sábios” e colocá-lo a serviço das lutas sociais contra o neoliberalismo.

Um dos principais alvos de crítica de Bourdieu, nos seus últimos anos de vida, foram os meios de comunicação, que estariam, segundo ele, cada vez mais submetidos a uma lógica comercial inimiga da palavra, da verdade e dos significados reais da vida. Era um crítico feroz do lixo cultural produzido pela mídia contemporânea. Na sua obra Questions aux vrais maîtres du monde, afirmou: “Esse poder simbólico que, na grande maioria das sociedades, era distinto do poder político ou económico, hoje está concentrado nas mãos das mesmas pessoas que detêm o controle dos grandes grupos de comunicação, quer dizer, que controlam o conjunto dos instrumentos de produção e de difusão dos bens culturais."

Bourdieu também era um crítico da globalização (ou mundialização, como preferem os franceses) financeira. Recusava a escolha entre a mundialização concebida como “submissão às leis do comércio” e a defesa das culturas nacionais ou de qualquer forma de nacionalismo ou localismo cultural. Ao fazer essa recusa, defendia a construção de um movimento social europeu como primeira etapa da construção de um movimento social internacional, no espírito daquele que tem vindo a ser construído em torno do Fórum Social Mundial. Deixa um legado importante e uma convocação veemente aos intelectuais para que abandonem a “cidade do saber” e passem a enfrentar o som e a fúria do mundo.


MARCO WEISSHEIMER

* Publicado em Portal Popular e também em Porto Alegre 2002

Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física

Esta revisão teve como objetivo analisar os principais efeitos do envelhecimento em diferentes componentes da aptidão física: antropométricos, neuromusculares e metabólicos. Considerando as variáveis antropométricas, o processo de envelhecimento é acompanhado por um aumento do peso corporal, especialmente dos 40 aos 60 anos de idade, com diminuição após os 70 anos de idade; diminuição da estatura corporal gradativa, explicada, em grande parte, pela perda de massa óssea; aumento da gordura corporal, diminuição da massa livre de gordura e seus principais componentes (mineral, água, proteína e potássio); diminuição da taxa metabólica de repouso, massa muscular esquelética e massa óssea. Nos aspectos neuromotores, o aumento da idade cronológica é acompanhado por uma perda da área dos músculos esqueléticos, explicada pela diminuição do número e tamanho das fibras musculares (em especial, das
fibras de contração rápida do tipo IIb) e uma perda gradativa da força muscular e, portanto, do desempenho neuromotor. Nas variáveis metabólicas, os principais efeitos, na aptidão física, acontecem na diminuição da potência aeróbica (consumo máximo de oxigênio) em torno de 1% por ano, mesmo em indivíduos ativos. Esses efeitos deletérios do envelhecimento têm sido apresentados especialmente em estudos
transversais, com grupos de ambos os sexos e faixas etárias variando dos 20 aos 90 anos de idade, com escassas evidências de estudos longitudinais. Os efeitos da perda começam a ser aparentes em torno dos 50 anos de idade e na maior parte das variáveis da aptidão física, a perda é gradativa e em torno de 1% ao ano ou 10% por década de
vida. No entanto, os indivíduos ativos apresentam também alterações na aptidão física com o processo de envelhecimento, essas perdas parecem ser menores, em relação aos indivíduos sedentários.

Maiores informações: Matsudo, S.M., Matsudo, V.K.R. e Barros Neto, T.L., Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física. Rev. Bras. Ciên. e Mov. 8 (4): 21-32, 2000.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Código de Ética da Educação Física e os caminhos da profissão (Lei 9.696/98)

Indiscutivelmente a Educação Física é uma área em expansão. O número de instituições que apostam neste crescimento também alarga os horizontes deste setor que congrega múltiplas atividades humanas. Cresce também o número de cursos superiores de Educação Física e dos possíveis espaços a serem (re)criados de forma a alocar os egressos no mercado de trabalho. Este artigo procura discutir a Educação Física como uma nova profissão, visto que a Lei 9.696/98 (regulamentação e fundação dos Conselhos profissionais da Educação Física) começa na prática, a organizar o funcionamento da profissão. Entre outras possibilidades um Código de Ética profissional representa uma importante ferramenta que visa, a partir dos profissionais da área, promover a socialização e a qualidade das manifestações da educação e das atividades físicas.

As expectativas em torno de seu significado cresceram após a publicação da resolução nº 25/2000 que dispõe sobre o código de ética dos profissionais. O documento faz referência ao Manifesto Mundial de Educação Física FIEP 2000, organismo internacional fundado em 1923, no qual se preconiza a readaptação e o aperfeiçoamento das atuações. Cita o I Simpósio de Ética no Esporte e na Atividade Física e destaca que a minuta do Código foi disponibilizada na internet para reflexão e análise. (cf. Confef, Resolução 25/2000).

Sob a responsabilidade dos professores João Batista Andreotti Gomes Tojal, Lamartine Pereira da Costa, Heron Beresford e Antonio Roberto da Rocha Santos (além das análises dos professores Alberto dos Santos Puga Barbosa, Carlos Alberto Oliveira Garcia e José Maria de Camargo Barros) as principais razões que justificam a existência de um código de ética para a área situam-se na tentativa de formar um consenso mínimo entre os profissionais de Educação Física, que seriam os condutores, no plano individual e subjetivo, da realização ética. Diz a resolução em seus considerandos que o CONFEF, sendo formador de opinião e assumindo compromisso ético e moral na promoção de maior justiça social, deve disciplinar a promoção das atividades físicas, desportivas e similares através dos direitos e deveres universalmente aceitos.

“A ética tem como objetivo estabelecer um consenso suficientemente capaz de comprometer todos os integrantes de uma categoria profissional a assumir um papel social, fazendo com que, através da intersubjetividade, migre do plano das realizações individuais para o plano da realização social e coletiva.” (Confef/Cref, 2000)



O profissional da área como elo de ligação com a sociedade é o elemento que articula teorias com práticas para a difusão, através do esporte, do jogo, da ginástica, da brincadeira, das manifestações rítmicas, da música e das atividades de lazer, dar qualidade social à vida. Além da necessária preparação profissional, os espaços institucionais podem ser (re) criados com a perspectiva de contribuir no convívio democrático das relações. Isso significa uma aproximação entre aquele que elabora e executa ações (o professor) e aqueles que buscam aprendizagem (os alunos). Tal aproximação, conduzida em ambiente democrático constitui a alternativa privilegiada da ação pedagógica e com ela a ética como valor fundamental, desenvolve sua potencialidade.

Regulamentar a ética em um código para a Educação Física, não é, todavia, um processo sem contradições. Isso por que historicamente, a área se constituiu como espaço escolar, isto é, como espaço de ensino na instituição-escola, e o profissional responsável, chamado de professor de Educação Física, com vínculos majoritariamente, educacionais, já possuía a normatização de seu exercício profissional. Não havia até a década de 1980 em nosso país, o grande número de academias de ginástica e espaços alternativos como ruas de lazer, clubes e hotéis que hoje se alastra até em cidades pequenas. Com a ampliação do setor de serviços, a década de 1990 trouxe um certo alargamento no mercado profissional da Educação Física. Com isso dois fenômenos puderam ser observados: o sucateamento e abandono da área escolar do ensino básico (com início desde a década de 1970) e as interferências de outras áreas profissionais, como fisioterapia, psicologia e esporte competitivo. Se de um lado, o ensino da Educação Física na escola passou a ser sistematicamente desvalorizado, por outro o status profissional destas outras áreas direcionou as intenções de alguns professores que almejavam uma profissão estável e portanto, regulamentada. Além disso, ser professor de Educação Física significava desprestígio em relação aos professores de outras disciplinas. Uma das raízes históricas que explica tal isolamento do professor de Educação Física está na relação do trabalho manual com o trabalho intelectual. Enquanto o primeiro representa a escravidão e as atividades corporais com sentido de desgaste físico, o segundo diz respeito às atividades consideradas nobres e distanciadas da prática, que nesta ótica está abaixo da mente e portanto, descomprometida com o conhecimento.


Maiores informações: Renato Sampaio Sadi. http://mncref.vilabol.uol.com.br/a26.htm

quinta-feira, 28 de julho de 2011

BIOMECÂNICA E NATAÇÃO

RESPOSTAS FISIOLÓGICAS E BIOMECÂNICAS DE NADADORES EM DIFERENTES INTENSIDADES DE NADO.

Roberta Gabriela Oliveira Gatti, Oscar Amauri Erichsen, Sebastião Iberes Lopes Melo

Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Volume 6 – Número 1 – p. 26-35 – 2004

O objetivo deste estudo foi analisar as respostas fisiológicas e biomecânicas de nadadores em diferentes intensidades de nado. A amostra, intencionalmente escolhida, foi composta por sete atletas que possuíam índices de participação em campeonato brasileiro absoluto. Foi utilizada como tarefa de estudo uma série de 8x200 metros nado livre com velocidades de 80%, 85%, 90%, 95% e 100% do percentual de esforço de cada nadador. Como instrumento utilizou-se uma filmadora 60Hz e um lactímetro da Accusport mMol. No tratamento estatístico fez-se uso da estatística descritiva, análise de variância (ANOVA), “post-hoc” Tukey e correlação de Spearman, todos com nível de significância de 95%. Buscou-se com a análise estatística identificar as diferenças entre os atletas para as variáveis lactato sanguíneo, frequência de braçada (FB) e dimensão de braçada (BR) nas diferentes intensidades. A partir dos resultados pode-se constatar que os atletas apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre as intensidades de esforço, tanto nas respostas fisiológica quanto na biomecânica da técnica de nado, situação observada, principalmente, em níveis acima de 95% de esforço. Constatou-se também alta correlação entre as variáveis lactato com freqüência de braçada, e com o comprimento da braçada, e da freqüência de braçada com o comprimento de braçada, sendo as duas últimas inversas, indicando que a série utilizada foi adequada para analisar respostas fisiológica e biomecânica em nadadores. Os resultados possibilitaram concluir que com o aumento da intensidade há necessidade de ajustes mecânicos para que os atletas possam suportar diferentes velocidades. Também foi possível estabelecer a velocidade de nado ideal para cada zona energética, fornecendo subsídios para técnicos e atletas treinarem as variáveis velocidade e técnica de nado dentro das zonas energéticas específicas.