quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cientista: diferença entre atleta comum e craque está no cérebro Miguel Nicolelis afirma que craque vê 'objeto artificial como extensão do corpo’ e revela plano de criança tetraplégica dar pontapé inicial da Copa-14

Uma jogada de craque de Neymar, uma ultrapassagem arrojada de Ayrton Senna, um 'grand willy' do tenista Roger Federer ou um voo de Michael Jordan para uma enterrada. Para muitos, são esses momentos que separam os bons dos craques. Para o neurocientista Miguel Nicolelis, é o cérebro o responsável por fazer esses atletas se diferenciarem.


Quem é Miguel Nicolelis?
Miguel Nicolelis  é um dos 20 pesquisadores mais importantes do planeta. Apontado pela revista Scientific American. Diretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos EUA, Miguel Nicolelis é considerado um candidato forte a trazer um prêmio Nobel para o Brasil.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O papel do esteroide anabolizante sobre a hipertrofia e força muscular em treinamentos de resistência aeróbia e de força

Rev Bras Med Esporte vol.17 no.3 Niterói maio/jun. 2011


INTRODUÇÃO: Os efeitos dos esteroides anabolizantes (EA) sobre a massa muscular e força são controversos e dependentes do treinamento realizado e das fibras musculares recrutadas. Com isso, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da associação de EA ao treinamento de força ou aeróbio sobre a hipertrofia e força muscular.

MÉTODOS: Ratos Wistar (42) foram divididos em seis grupos: sedentário (SC, n = 7), sedentário anabolizante (SA, n = 7), treinado natação controle (TNC, n = 7), treinado natação anabolizante (TNA, n = 7), treinado força controle (TFC, n = 7) e treinado força anabolizante (TFA, n = 7). O EA foi administrado duas vezes por semana (10mg/kg/semana). Os protocolos de treinamento foram realizados durante 10 semanas, cinco sessões semanais. Foram avaliadas a hipertrofia dos músculos sóleo, plantar e gastrocnêmio (massa muscular corrigida pelo comprimento da tíbia), a proteína total muscular (Bradford) e a força muscular em patas traseiras (testes de resistência à inclinação).

RESULTADOS: Não foram observadas diferenças significantes na hipertrofia do músculo sóleo. Os grupos TFC e TFA apresentaram, respectivamente, hipertrofia de 18% e 31% no músculo plantar comparado ao grupo SC. A hipertrofia foi 13% maior no grupo TFA em relação ao grupo TFC. Resultados semelhantes foram encontrados no músculo gastrocnêmio. Os grupos TFC e TFA apresentaram significantes aumentos na quantidade total de proteína nos músculos plantares, sendo essa mais pronunciada no grupo TFA e positivamente correlaciona a hipertrofia muscular. Observamos aumento de força nas patas traseiras nos grupos TCF e TAF.

CONCLUSÃO: A administração de EA ou sua associação ao treinamento aeróbio não aumenta a massa muscular e força. Porém, à associação ao treinamento de força leva a maior hipertrofia muscular em fibras glicolíticas. Portanto, o tipo de treinamento físico, recrutamento muscular e características das fibras musculares, parecem ter importante impacto sobre as respostas anabólicas induzidas pelo EA.


Everton Crivoi do CarmoI; Carlos Roberto Bueno JuniorII; Tiago FernandesI; Diego BarrettiI; Stéphano Freitas SoaresI; Natan Daniel da Silva JuniorI; Marco Carlos UchidaIII; Patrícia Chakur BrumII; Edilamar Menezes de OliveiraI

ILaboratório de Bioquímica da Atividade Motora - Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo São Paulo - Brasil
IILaboratório de Fisiologia Celular e Molecular do Exercício - Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo São Paulo - Brasil
IIICurso de Educação Física Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde Unifieo - São Paulo - Brasil

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

I Copa CAV de Judo





PALESTRA “Os novos conceitos e perspectivas da Geografia da Saúde e da Nutrição"

Convidamos os professores e alunos para a palestra do Prof. Alain Bué - Université de Paris 8, intitulada “Os novos conceitos e perspectivas da Geografia da Saúde e Nutrição”, a ser realizada no dia 15 de Dezembro de 2011, às 14 horas, na sala nº 01 do 3° andar do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães – Cidade Universitária.


O Prof. Alain Bué é membro do Centro Internacional de Desenvolvimento da Universidade de Paris 8, trabalhou em colaboração com o Prof. Josué de Castro de 1969 a 1973 e foi Diretor do Departamento de Geografia de 1998 a 2006.


O evento tem o patrocínio do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz), Centro Josué de Castro, do Departamento de Nutrição e da Pós-Graduação em Nutrição – CCS/UFPE .


Obs: A palestra terá tradução simultânea.


Atenciosamente,


Prof. Malaquias Batista Filho - IMIP

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Efeito da preensão manual sobre o equilíbrio de judocas

Motriz, Rio Claro, v.17 n.2 p.244-251, abr./jun. 2011

Resumo: O objetivo deste estudo foi verificar se existe efeito da preensão manual máxima (o ato de realizar ou não a preensão) sobre o controle do equilíbrio de judocas em postura restrita, além de verificar se existe correlação entre a força de preensão manual (FPM) e o controle do equilíbrio. Foram avaliados sete judocas com um dinamômetro e uma plataforma estabilométrica sendo mensuradas, concomitantemente, a FPM e o centro de pressão (CP). Foi verificado que até 80% da variabilidade do CP pode ser atrelada a preensão manual indicando que a mesma gera perturbações no controle do equilíbrio. Entretanto, foram encontradas correlações (r = 0,348 até 0,816) entre a FPM e o deslocamento do CP. Com isso pode-se concluir que, apesar da preensão manual gerar perturbações no equilíbrio, seu comportamento parece estar relacionado com os movimentos do corpo realizados para manter o equilíbrio, indicando uma possível correlação entre esses fenômenos.
Palavras-chave: Força da Mão. Equilíbrio Postural. Artes Marciais.



Effect of hand grip on the balance of judokas
Abstract: The purpose of this study was to verify if there is an effect of maximum hand grip (the act of performing or not the hand grip) on the balance control of judokas in a restrict posture, and also to verify if there is a correlation between the hand grip strength (HGS) and the balance control. Seven judokas were evaluated with a dynamometer and a stabilometric force platform, being measured, at the same time, the HGS and the center of pressure (COP). It was found that up to 80% of the COP variability was related to the hand grip demonstrating that it generates perturbations to the balance control. However, It was found correlations (r = 0,348 to 0,816) between de HGS and de COP displacement. With that, it can be concluded that, despite the hand grip generating perturbation on the balance, its behavior appears to be related to the body movements performed to sustain balance, indicating a possible correlation between this phenomenons.
Key Words: Hand Strength. Postural Balance. Martial Arts.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Já ouviram falar do esporte LE PARKOUR?

Fonte: Rev Bras Med Esporte vol.17 no.3 Niterói maio/jun. 2011

O Le Parkour é caracterizado pela prática de ações eficientes que utilizam o deslocamento do corpo de um ponto a outro, transpondo obstáculos urbanos ou naturais de uma maneira fluida e com a mínima interrupção do movimento, viabilizando o desenvolvimento integral do corpo e da mente(1-3). Pode ser considerado esporte, arte, filosofia, tendo como motivação a necessidade do homem em escapar de situações de risco, utilizando técnicas que buscam durante a progressão o máximo de economia no movimento e o mínimo de interrupção(1,3,4).

Esse método surgiu na França na década de 80 e foi utilizado como base para o treinamento militar internacional, permitindo o uso racional de energia, com ganho de tempo e economia de esforço, ao enfrentar os obstáculos inerentes às adversidades no combate ou no salvamento(1,4,5). No Brasil, essa prática vem se difundindo, principalmente entre os mais jovens, graças à internet e recentes filmes de ação(1), a exemplo do aconteceu na Europa e EUA(6). Por não haver limite de espaço para prática e tampouco necessidade de estrutura e acessórios, tornou-se importante ferramenta na prevenção e combate do sedentarismo. Visto que o crescente desenvolvimento urbano da sociedade atual, a falta de espaço físico adequado, o ascendente modismo dos diferentes jogos eletrônicos e o advento tecnológico são fatores que estimulam a inatividade física nesta faixa etária.

No Le Parkour, o corpo é a única ferramenta, exigindo adaptações do organismo em relação aos componentes da aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho esportivo(7-12). Nessa atividade, a aptidão física pode ser desenvolvida ao ar livre, por meio de atividades naturais como andar, correr, pular, movimento em quatro apoios (quadrúpede), escalar, equilibrar, arremessar, levantar, defender-se e nadar(1,4,5).

Contudo, a prática do Le Parkour é relativamente nova no Brasil e pouco conhecida entre os profissionais de Educação Física. Semelhante ao que acontece em outros esportes radicais(13), que apresentam comportamento acíclico, há ausência de parâmetros para as capacidades físicas exigidas durante a atividade, dificultando a prescrição de exercícios e o acompanhamento de indivíduos que queiram iniciar o Le Parkour. A ausência de literatura específica e a falta de informações científicas sobre os fatores que afetam o desempenho dos praticantes e também sobre quais são as variáveis que podem contribuir para a caracterização fisiológica dessa atividade evidenciam a necessidade de pesquisas sobre o tema. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a aptidão física dos praticantes do Le Parkour na cidade de Curitiba-PR.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Aptidão física relacionada à saúde de escolares brasileiros: dados do projeto esporte Brasil

Rev Bras Med Esporte vol.17 no.2 Niterói mar./abr. 2011

OBJETIVO: Analisar a aptidão física de escolares brasileiros, de acordo com uma avaliação referenciada por critérios de saúde.
MÉTODOS: Estudo epidemiológico transversal, de base escolar, conduzido em 7.507 escolares (4.114 meninos e 3.393 meninas), de sete a 10 anos de idade. Foram mensuradas as variáveis: massa corporal, estatura, flexibilidade (sentar-e-alcançar), força/resistência muscular (abdominal modificado um minuto) e aptidão cardiorrespiratória (corrida/caminhada nove minutos). Os critérios e a classificação utilizados para os testes motores foram recomendados pelo Physical Best.
RESULTADOS: Baixa aptidão física foi encontrada nos escolares, apresentando risco à saúde para flexibilidade (meninos: 58,3%; meninas: 51,2%, p < 0,001), força/resistência muscular (meninos: 75,3%; meninas: 73,8%, p < 0,001) e aptidão cardiorrespiratória (meninos: 80,8%; meninas: 77,6%, p < 0,001). Na classificação geral, nos três testes motores, foi observada alta prevalência de escolares (~96%) que não atingiu os pontos pré-estabelecidos para um nível satisfatório de aptidão física.
CONCLUSÃO: Programas efetivos de intervenção na promoção de mudanças nos padrões de aptidão física são necessários, visando contribuir para o desenvolvimento mais adequado dos níveis de desempenho motor, principalmente com iniciativas de políticas públicas em bairros, parques e condomínios que possibilitem a prática de atividades físicas e esportes.